domingo, 3 de outubro de 2010

Um resumo rápido e porco dos tipos de telescópios

Milhões de leitores (um) me pediram que eu falasse sobre os tipos de telescópios. Internet a fora, esta informação já foi muito discutida e vou tentar resumir (muito) o que sei (pouco, na verdade) sobre 3 tipos básicos de construção.

O objetivo comum nas 3 montagens é levar o máximo de luz possível para dentro do olho através da pupila e criar uma projeção da imagem na retina. Similar a uma lente de aumento projetando a luz de uma janela numa parede.

Explicando de uma maneira simples, todos eles têm que comprimir a luz que entra pela abertura do telescópio, pela pequena área da pupila. Essa luz que converge num ponto, o faz após percorrer uma distância (dist. focal) e se nada for feito, após passar pelo ponto de foco, ela começaria a divergir e nenhuma imagem se formaria na retina.

Nesse ponto entram as oculares, que interceptam os raios convergentes e os “modelam” para que possam atingir nosso olho corretamente. Sempre haverá uma ocular perto do olho, e elas geralmente podem ser trocadas para alterar o aumento ou o tipo.

Para iniciantes, recomendo dois tipos;

as Plossl de bom desempenho e relativamente baratas, indico para pequenos a médios aumentos. Existem de várias marcas e preços.

as Ortoscópicas, de ótimo desempenho, pouca distorção cromática porém com campo de visão mais restrito. Um pouco mais caras, são ótimas para grandes aumentos.

Oculares planetárias procuram o melhor dos dois mundos usando um conjunto complexo de lentes, resultando num preço mais elevado. Torna a observação mais confortável e permite o uso de óculos, já que seu olho pode ficar um pouco mais distante da ocular.

Se você olhar para algo perto através de uma ocular, ela também vai atuar como uma lente de aumento e terá uma distância na qual ela faz foco. A divisão da distância focal do telescópio por esta distância dá o aumento.

Quanto maior a abertura do telescópio, mais luz entra, mais aumento ele pode dar e mais definição/detalhes aparecem.

Quanto maior o comprimento do telescópio e sua distância focal, maior o aumento que ele poderia alcançar (limitado pela abertura).

As construções abordam essas questões de formas diferentes. Tentando conseguir mais abertura ou tentando reduzir o corpo do telescópio ou tentando tirar o máximo da imagem ou qualquer outra coisa...



Refratores

A luz converge por refração, semelhante a usar uma lupa para concentrar a luz do sol num ponto. Para iniciantes e todo o resto.
Rabisquei enquanto falava no telefone.

Manutenção: Fácil, o tubo é fechado, basta limpar as lentes.
Portabilidade e uso: fácil de ser transportado, depois de montar está pronto pra uso, quase sem ajustes.
Qualidade de imagem x preço: boa imagem quando os vidros são de qualidade. Modelos vagabas têm dispersão cromática  - a luz se separa nas cores constituintes - e os detalhes e contraste se perdem, como se 3 imagens deslocadas se sobrepusessem, uma vermelha, outra verde no meio e uma azul na outra ponta. A dispersão é corrigida nos apocromáticos o que custam um pouco mai$.

Até aberturas de 70mm os preços são bem amigáveis, ótimos para iniciantes, depois disso, pela dificuldade de se produzir uma lente tão grande e precisa, o preço dispara.


Refletores (Newtonianos)

Um espelho (chamado primário) no final de um tubo converge a luz por causa de sua curvatura (pode ser um perfil círcular ou parabólico). Essa luz convergente é desviada por um segundo espelho para fora do tubo, onde fica afixado a ocular. Nível intermediário para cima.
Se quiser ver um esquema bem feito, clique aqui.

Manutenção: Pentelho, os espelhos podem desalinhar no transporte ou ocasionalmente e têm que serem colimados. O tubo aberto pode criar turbulência com o ar exterior, principalmente se o telescópio estiver em temperatura diferente do local da observação. O espelho não tem camada protetora, a limpeza é extremamente cuidadosa... colocar o dedo, nem pensar! Nunca limpei o meu. A poeira para atrapalhar, precisa ser muito intensa.
Portabilidade e uso: Indo do mais-ou-menos até o muito difícil. A não ser que ele fique numa posição fixa, ter que acordar na madruga e ter que carregar ele até o ponto de observação (fora ajustar e etc..) pode fazer com que você tenha preguiça. Como (não me lembro quem) disse, “o melhor telescópio/ocular é o que você mais usa”... o que adianta ter um mastodonte e só usar uma vez por mês? Acho que o meu podia ser um pouco maior, mas do jeito que ele está, pesa quase 18kg.
Qualidade de imagem x preço: Imagens ótimas e grandes aberturas por preços medianos. O vidro se situa na ocular, o que reduz muito a dispersão cromática.


Dobsonianos

Simplificando, é um refletor numa base que se apóia no chão ao invés de ficar num tripé. Geralmente não tem engrenagens para movimentar e não precisaria, pois o eixo de movimentação fica na base e seu peso é elevado, o que reduz vibrações. Para quem tem casa de campo e já sabe um bocado.

Manutenção: Similar ao refletor.
Portabilidade e uso: Como carregar um bezerro bêbado. Existem umas miniaturas de mesa, mas não estou contando eles. Quanto maior for, maior será a chance de ficar a poucos metros de onde será guardado.
Qualidade de imagem x preço: Preço proporcional ao tamanho. As imagens são, na sua maioria, as mais fantásticas conseguidas por amadores. Estar em lugar com pouca poluição luminosa é necessário porque a grande abertura realça os asterismos e a poluição luminosa também.


Catadióptricos

É uma construção um pouco mais complexa que mistura refração e reflexão num tubo fechado. Para iniciantes e geral.
Esse desenho aqui, eu vou vender pra NASA!

Manutenção: Similar a um refrator, não precisa de alinhamento.
Portabilidade e uso: Várias reflexões internas garantem um tubo curto.
Qualidade de imagem x preço: Mais caros. A imagem eu acredito que é boa, mas eu nunca olhei. Alguém quer me dar um?  :-)



Referência de lojas:

Binóculos, telescópios e oculares:
http://www.astroshop.com.br/index.asp
http://www.armazemdotelescopio.com.br/loja/

Suporte para câmera (os dois links abaixo vendem telescópios e binóculos de marcas que não são muito bem vistas no meio astronômico)
http://www.binoculos.net/loja/index.php?cPath=34
http://www.paraquedas.net

Sites no exterior:
Ocular planetária de baixo custo (usei para entregar no própio EUA)
http://www.first-telescope.com/telescopes/product.asp/catalog_name/FirstTelescope/category_name/UNCQTF2MDS9V9HAHKP06V15T41/product_id/TMBP04
Meu novo focalizador de perfil baixo (entrega no Brasil)
http://www.kineoptics.com/HC-1.html
BHPhoto (entrega no Brasil)
http://www.bhphotovideo.com/c/browse/Telescopes-Astronomy/ci/3389/N/4294541772

Apontador Laser (para indicar estelas ou para apontar o telescópio - entrega no Brasil - não apontar para a vista)
http://www.dealextreme.com/details.dx/sku.1371

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Porque o clima no Rio de Janeiro está chuvoso essa semana?

Poucas vezes na vida a gente tem a oportunidade de explicar algum fenômeno que impacta de alguma forma, a vida de milhares de pessoas.
Essa semana é uma delas.
A mídia tem atribuído esse clima a uma frente fria ou algo parecido, mas eu sei a verdade!
Chama-se “A Maldição do Equipamento Novo”! Assola todos os astrônomos que investem em algum item e ficam ansiosos durante semanas esperando o mesmo chegar pelo correio!
À medida que a mercadoria chega perto da sua casa, o tempo vai mudando... até chegar ao ponto de você não observar mais nada durante semanas!

O Focalizador Low-Profile Tabajara Extended morreu!
O clima mudou por minha causa... eu comprei um focalizador Crayford Helicoidal da Kineoptics para o meu telescópio. O focalizador Tabajara não era prático e eu usava ele somente com a câmera. Sem contar as folgas que estavam deformando a imagem.

Fim de semana fiz mais um pouco do mede-mede-mede-serra-serra-verifica-serra-verifica-serra-serra-erra-mede-mede-serra-verifica-serra-ajusta-monta-erra-desmonta-mede-serra-ajusta-verifica-monta-ajusta e instalei a nova peça na base modificada do Tabajara.


Os testes se mostraram promissores, e o desalinhamento em relação ao eixo da imagem se mostrou inferior a 0.3º, mas sei que pagarei por minha audácia com pelo menos 1 semana sem ver o céu...
HC-1 montado na base Tabajara após inserção de mais um anel interno. O HC-1 é uma ótima opção de baixo custo em relação aos Crayfords disponíveis no mercado.

Está mais sólido do que aparenta! O atendimento na Kineoptics foi 10... entrega no Brasil e aceita paypal.
Mas quem sabe quando o céu limpo voltar seja um daqueles dias sem poluição luminosa!


Té!

P.S.:
Há outra praga poderosa (ambas você pode achar referências na internet) mais específica que se chama "A Maldição do Telescópio Novo", quando acontece é cruel... capaz de fazer homens feitos chorarem como menininhas.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Da vez que perdi a chance de virar milionário e ficar famoso

Quando recebi o novo telescópio em janeiro/2010, Júpiter estava no oeste, se pondo logo em seguida ao Sol. Como a minha “janela” de observação para este setor não é muito boa, tive que esperar o planeta “sair de trás do Sol” para vê-lo no leste.


Simulação utilizando o Celestia da posição dos planetas em março/2010

Em março ele começava a se destacar do sol, e brilhava por alguns minutos antes que o brilho do Sol ofuscasse a sua presença.

O pontinho é Júpiter, ainda muito perto do Sol
Observar algo perto do horizonte, através de uma camada grossa de ar, iluminada e começando a ser aquecida pelo sol é garantia de imagens ruins, mas comecei a registrar o aparecimento do planeta mesmo assim. É legal acompanhar a movimentação dos planetas, principalmente Mercúrio, no seu “ano” de quase 3 meses em torno do Sol.




Jupiter em março/2010 bastante distorcido pela atmosfera.
Mercúrio "do lado do Sol" em fase crescente (outro momento do ano).
Mercúrio umas duas semanas depois, um pouco mais "atrás" do Sol

Em abril já estava mais fácil registrar alguns satélites e alguns detalhes da atmosfera joviana já eram visíveis.

Luas de Júpiter em Abril.

Júpiter em abril/2010.
 
Filme da observação de Júpiter em abril. Ainda não havia colocado o motor para acompanhar o planeta, então é possível ver quão rápido ele passa pelo telescópio nesse aumento. No audio, os sons da natureza que acompanham os astrônomos na madrugada. No caso do Astrônomo de Apartamento, de vez em quando canta uma buzina da mata atlântica.

Júpiter em abril/2010 - imagem resultante do empilhamento dos frames do filme acima. O soft Registax seleciona as imagens menos distorcidas, alinha as mesmas e as empilha, destacando detalhes e sumindo com efeitos transitórios como ruídos e algumas distorções.

Nesse momento comecei a dar falta de uma das faixas equatoriais, mas como minha referência anterior era ruim (meu outro telescópio), eu cheguei a conclusão óbvia de que eu estava fazendo alguma caca ou minha ocular não era boa o suficiente ou que eu precisava de um telescópio maior ainda... Qual seria a chance do planeta ter sofrido uma mudança radical e de proporções históricas?



No dia 12/05/2010 tirei uma boa foto do planeta (esse assunto já estava esquecido a essa altura) e no dia 14/05/2010 vejo essa reportagem no Globo Online. A explicação do fenômeno veio em junho.


Minha melhor imagem de Júpiter feita com uma câmera Panasonic emprestada de um amigo solidário à causa. A faixa tinha se reduzido a um risco...
Anthony Wesley, da Austrália fez sua descoberta no início de maio.

“Eu já sabia!” foi o pensamento... Fiquei bolado. E fiquei bolado com o que havia acontecido ao planeta também. Depois pensei na multidão que deve ter observado o planeta e não reportou isso. Júpiter é um planeta muito bonito e colorido... é figura fácil pra qualquer um que observe o céu.

Meus planos de sucesso foram adiados... por enquanto... estou jogando na Megasena e não tem como esse plano dar errado.

Aproveitando o post, essa semana Júpiter está no ponto mais próximo da sua trajetória dos últimos 50 anos, vale uma olhada, mesmo que sem equipamento. Ele está onde o sol nasce, logo após o anoitecer, é a "estrela" mais brilhante no céu. Segue reportagem do mesmo jornal (para manter a uniformidade).




Os planetas em 21/09/2010 - Note a Terra "perto" de Júpiter.
Inté!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Tijuca colabora em massa!

Foi muito bonita a mobilização dos meus amigos, moradores da Tijuca, que apagaram suas luzes e possibilitaram uma boa noite de observação no último dia 10/09.
Graças a esse nababesco movimento popular (duas pessoas) e ao massivo desligamento de fontes luminosas (uma luz de varanda e um abajur), consegui fazer uma imagem um pouco menos ruim de Andrômeda e consegui captar um pouco da cor azul da nebulosidade que circunda as Plêiades.

É eu sei... Andrômeda continua ruim...
Clique para ver o brilho azulado.
Juro que é a ultima vez que coloco uma foto de Órion... ou não... As cores foram bem registradas desta vez.

Claro que o vento ter soprado as partículas suspensas e o que mencionei* no outro post ter acontecido ajudaram na observação, mas em menor grau em relação ao apoio da turba. Meu muito obrigado!

*“Vou ter que esperar aquele tipo de primeira noite escura que aparece depois de algumas chuvas quando o céu parece mais escuro e as estrelas mais brilhantes“.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tijuca acaba com Galáxia de Andrômeda!

Uma das piores coisas para o Astrônomo de Apartamento é a Poluição Luminosa (PL). As janelas de observação já são limitadas e a PL acaba por atrapalhar a maioria das observações de objetos do espaço profundo (DSO) que se situam perto do horizonte.
Achava que por estar a 45º do horizonte e por ser uma galáxia grande, eu poderia registrar uma boa imagem dela. FAIL!

Na exposição de 10s dá pra ver um arremedo de Andrômeda, perdida em meio ao alaranjado dos postes de iluminação da Tijuca. Ficar perto de uma fonte de luz acaba com qualquer observação, mas essa estava se refletindo na umidade/partículas suspensas na atmosfera. Vou ter que esperar aquele tipo de primeira noite escura que aparece depois de algumas chuvas quando o céu parece mais escuro e as estrelas mais brilhantes. Ou esperar o próximo apagão!

Tem uma manchinha à esquerda do centro... não é sujeira do seu monitor. É uma majestosa galáxia, com aproximadamente trocentas estrelas!
 Após tratamento, sobrou o rascunho do que seria a foto...

Nesse momento entra a imaginação de cada um. Mentalizem uma foto muito maneira aqui!

Nessa mesma noite, em um ângulo mais elevado e numa direção com menos luz, Órion produziu uma imagem um pouco melhor que minhas anteriores. Contribuiu também a mudança do formato RAW que a câmera salvava.


Órion de novo... tá na hora de procurar outra nebulosa.

À medida que as constelações mudam ao longo do ano, outros assuntos aparecerão no céu. Meu Observatório Internacional irá focar nos DSO´s do leste e sudeste, para os quais eu tenho vista. A não ser que meus queridos leitores me ajudem a comprar uma cobertura. Nos próximos dias irei providenciar um botão "donate" aqui na página.
:-)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

La búsqueda de satélites artificiales

Com apenas uma noção básica de como se localizar, é possível observar a passagem de satélites artificiais, estações espaciais ou de um dos ônibus espaciais quando eles encontram-se em missão.
Essas visualizações não precisam de instrumentos e tem hora marcada para ocorrer. É bem interessante quando uma "estrela" aparece no céu no horário previsto e se desloca de uma maneira previsível.

Devo admitir, porém, que a maioria dos meus encontros com esse tipo de evento ocorreu de modo mais inesperado do que proposital. De um modo geral, quem observa o céu vê mais meteoros e satélites do que o transeunte desavisado passeando pela cidade.

Por exemplo, na foto abaixo, eu estava fazendo uma longa exposição de Órion quando um meteoro "estragou" minha foto.
O meteoro deixou um risco na imagem.
Já na imagem abaixo, eu esperava pela passagem da Estação Espacial Internacional (ISS). De longe o maior (e bastante brilhante) pedaço de metal flutuando no espaço da Terra. Se tivesse feito uma exposição maior, teria registrado um "risco" ao longo de quase todo céu.
Incrível como a gente não repara nisso todo dia... ISS no céu do RJ.
Fotograma isolado da ISS. A forma só aparece se você perseguir ela com o telescópio. Nessa imagem borrada, pode-se notar os dois grupos de painéis solares da estação.

ISS interceptada pelo meu telescópio.

Tipicamente, esses objetos parecem estrelas de magnitudes diferentes voando muito alto e mais rápido que um avião, porém mais lentamente que um meteoro. Ocorrem num momento em que o Sol está abaixo do horizonte (ao nascer e ao se pôr) e num ângulo tal que a luz do Sol que bate nele, é refletida até nossos olhos.

Portanto, para que seja possível prever um evento desses, temos que saber nossa localização no mapa, sincronizar o relógio com a hora certa, saber nosso fuso horário e para onde olhar (em termos genéricos, não é preciso ser exato).

Vá ao site Heavens Above e selecione no mapa de onde você estará olhando e o fuso horário.
Depois escolha o alvo da sua observação. Recomendo a ISS ou o HST(Hubble) ou um Iridium Flare. A Iridium planejava estabelecer um telefone mundial, que pegassem em qualquer lugar do globo, inclusive na ilha de Lost. Para isso, entulhou o espaço com mais de 100 satélites. O projeto foi um FAIL sideral. Cada um desses satélites têm 3 antenas lisas, parecendo portas de metal. Num ângulo e momento certo, elas brilham muito por um breve momento.

Em cada uma das páginas de informação haverão 3 informações básicas para cada umas das etapas do evento (início, ápice ou altura máxima e fim):
Magnitude: A intensidade do brilho, quanto mais negativo, mais brilhante, quanto mais positivo, menos brilhante e mais invisível a olho nú. Procurem eventos com pelo menos magnitude menor que +1.
Hora: Autoexplicativo
Latitude (Alt.): Imaginando que o horizonte fica numa latitude = 0º e o "ponto mais alto do céu" a 90º, essa medida indica o quanto você tem que inclinar a cabeça para trás. Se tiver um transferidor escolar ajuda um pouco, mas como falado, basta ter uma noção de onde, já que o ponto de luz vai chamar sua atenção.
Azimute (Az.): Indica para que lado você deve ficar de frente. Pode ser dado em Norte, Sul, etc.. ou em graus, sendo o Norte 0º, Leste 90º, Sul 180º e Oeste 270º, podendo ter valores entre estes grandes números, mas novamente, não é preciso tanta exatidão.

Ultimo comentário:
Em novembro está progamado um vôo do ônibus espacial, ultima chance de vê-los voando já que eles vão ser desativados. Esbarrei com um deles quando ele estava se separando da Estação espacial e foi bastante interessante.
ISS seguido do ônibus espacial Atlantis em processo de retorno à Terra. Fotografia feita à mão em pequena exposição.
Notícia no site da Nasa no dia (24/05/2010).

Boa caça!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Como localizar alguma coisa no céu

Existem algumas coisas que você pode fazer, mesmo sem equipamento.
A primeira coisa a ser feita porém, é se localizar.
Faça o seguinte:
Vá para o meio da rua (serve a calçada).
Abra os braços.
Cristo visto a partir do observatório - 6km
Aponte o braço direito para onde o sol nasce e o esquero para onde ele se põe (essa é da época da escola).
Na sua frente será o norte, atrás o sul, a direita o leste e a esquerda o oeste.


Logo após o sol se pôr, olhe para oeste e note a "estrela" mais brilhante, trata-se de Vênus.
Vênus em crescente - Maio/2010
Perto deste estará Saturno e Marte.
Porém, eles não ficam no lugar ao longo do tempo.. como acompanhar? Utilizando um simulador de céu. Existem ótimas opções gratuitas, sendo meu preferido o Stellarium.
Não querendo ou não podendo instalar no seu micro, existe uma versão online de outro autor:
http://www.neave.com/planetarium/
Em ambos, vc deve saber onde você está no mapa do mundo e qual o fuso horário local. Nada de mais.
Se for de dia, modifique a hora para mostrar o céu noturno.
Exemplo para hoje (se o tempo não estivesse nublado):

Vênus é fácil de se ver, para Marte, fique longe de postes de luz e áreas muito iliminadas. Saturno atualmente, só em lugares sem grandes elevações.
Por volta das 20h, Júpiter passa a ser o ponto brilhante mais luminoso do leste.
A partir das estrelas ou planetas mais brilhantes, pode-se pular de estrela em estrela até localizar algo interessante para se ver.
De binóculos, já se pode observar o brilho da Nebulosa de Órion, basta encontrar as 3 marias (o cinto de Órion) e olhar um pouco pra cima, no grupo de 3 estrelas (a "peixeira" que Órion leva na cintura). Basta acordar 5 da matina ou um pouco antes, ou esperar janeiro, já que todo dia, as estrelas "nascem" mais cedo no horizonte a medida que a Terra orbita o Sol.
Para quem tem um telescópio, mesmo o mais modesto, serve também para dar nome aos bois. No caso de Júpiter, quais seriam os nomes dos satélites:
Nessa imagem existem 3 satélites...

Se você possuir um smartphone ou um iPod Touch, há várias opções de simuladores para Android e iPhone OS, para o último vale mencionar:
pUniverse
Distant Suns
Star Walk
Solar Walk